Às vezes nos sentimos deixando um pedaço de nós em cada adversidade vivida, e assim vamos tentando seguir, desmembrados, desintegrados.
Mas isso não é viver a vida plenamente.
Isso não significa levar a vida integro, inteiro.
Junte os seus pedaços, se reconstitua e siga a vida plenamente.
A sua luz interna é aquela que brilha qualquer que seja a situação de penúria que você se encontre.
Faça uso desta luz para encontrar os seus pedaços. Busque a serenidade para enxergar os devidos encaixes e se refazer.
Não há situação irremediável na nossa vida.
Quando essa noção de fundo do poço, ou mesmo o sentimento de abandono te atingir, olhe para cima e peça para que os seus caminhos sejam iluminados e que as respostas lhe sejam oferecidas.
Pense seriamente na aceitação do mundo tal qual ele é.
Há momentos que nos sentimos condoídos e penalizados pela situação de outras pessoas. Esse sentimento nos atinge, mesmo que não nos afete diretamente.
Nessa hora, temos que exercitar a compaixão.
Cabe também o exercício, por vezes difícil, do distanciamento amoroso.
O que vem a ser isso?
É aquilo que os médicos e sacerdotes fazem corriqueiramente. É o sentido exato da compaixão – sentir você mesmo a dor do outro e desejar que ela cesse.
Isso é importante para que você possa seguir vivendo, mesmo que alguém ou algo deixe de viver perto de você.
O homem é capaz, de viver plenamente e se sentir completo mesmo quando alguma coisa está quebrada em sua vida, ou alguma coisa esteja lhe faltando.
Esse sentimento tem a ver com a percepção da abundância da vida, do desapego e da aceitação das coisas que estão fora do nosso alcance modificar.
Tomado desse sentimento, é possível seguir, com o olhar altivo e a auto-estima elevada, a despeito das adversidades da vida.
Beco




