Ninguém nasce para ser ruim.
Ninguém vive para ser ruim.
Nós temos esse dom e temos que explorar bem.
Não gostamos de pessoas ruins, e gostamos mais de nós mesmos quando somos bons, caridosos, generosos.
Somos tão bons, e isso está gravado no nosso DNA, que gostamos de ser bons até com pessoas que sequer conhecemos, afirma o Professor Dacher Keltner, de quem já falamos aqui no blog.
Keltner lidera o Greater Good Science Center da Universidade da California – Berkeley.
Durante muitas décadas, os especialistas acreditavam que a evolução do homem se baseava no seu egoísmo, na busca do seu próprio bem.
Diziam que o gene egoísta e interesseiro é que se sucedia bem e essa característica era passada por gerações, o que resultava no mundo que é hoje.
Não há dúvida que há muito egoísmo no mundo moderno, mas o bem prospera, o bem permite que o mundo evolua para melhor.
Os especialistas do passado, na necessidade de explicar o altruísmo, diziam que isso acontecia no ambiente familiar, o altruísmo de parentesco, e isso se enquadrava na teoria do egoísmo. No entanto, o que não se conseguia explicar é porque sentimos o bem estar de fazer o bem a estranhos.
Porque pessoas como Schindler se sentiram bem consigo mesmo protegendo os judeus, ou mesmo o gerente do Hotel Rwanda, protegendo os indivíduos da tribo inimiga do extermínio por seu próprio povo.
O humano tem essa capacidade excepcional de identificar as emoções dos outros, a empatia.
A primeira habilidade exercitada pelo bebê é a ressonância límbica, a capacidade de interagir a sua emoção com a emoção da outra pessoa, característica vencedora na nossa evolução genética.
Nós somos altamente impactados pelas emoções das outras pessoas, e o bem das outras pessoas faz bem a nós próprios.
Para o seu bem, faça o bem aos outros.
Beco



