Às vezes somos mais rigorosos conosco do que somos com os outros. Digo isso com relação à auto censura que fazemos, e que nos impede de realizar coisas, descobrir caminhos, criar e inovar.
É um pouco de negatividade, baixa auto-estima, e muita comparação com outras pessoas.
A Universidade de Stanford publicou este ano, os resultados de um estudo sobre o efeito das redes sociais e a infelicidade.
Por incrível que pareça, o ser humano tem uma tendência a ver felicidade nas outras pessoas com maior capacidade que vê isso dentro de si.
As redes sociais provocam uma hiper exposição das pessoas, e quanto mais contatos, mais vemos felicidade nos outros e menos em si mesmo.
As pessoas mostram sua felicidade, e seu contentamento em público, e experimentam a sua tristeza e solidão em particular, e isso é exacerbado nas redes sociais. É o resultado do estudo.
Somos todos atingidos pela auto censura, especialmente pelo lado negativo.
No fundo, no fundo, está a questão da comparação.
Não sou contra as redes sociais, mas sou profundamente contrário a atrelar a própria felicidade às condições de outras pessoas.
Temos um olhar muito enviesado com relação às outras pessoas.
Uma coisa boa é que as pessoas conseguem sobrepujar as dificuldades na vida e com isso, são capazes de demonstrar felicidade, a despeito de tudo que têm passado.
Quem olha de fora, acha que a vida do outro é perfeita, que os problemas passam longe dessa pessoa.
Esse viés é confirmado nos estudo de Stanford.
Acho que isso é um recado para nós que gostamos de exercitar esse lado do ser social.
Não devemos fazer tanta comparação.
Devemos também admitir que o julgamento que fazemos da felicidade de outras pessoas pode estar profundamente enviesado.
Beco



