Houve um tempo em que eu trabalhava em um órgão público, e tinha por hábito me sentar num banco debaixo de um enorme abacateiro para um breve repouso após o almoço.
Um dia, uma senhora se aproximou e disse: – posso me sentar perto do senhor? – tenho te observado todos os dias, e a sua serenidade me cativa, e cheguei à seguinte conclusão – aí está uma pessoa que não tem nenhum problema.
Não quis decepcioná-la contanto uma pequena parcela dos meus problemas, mas disse a ela que não sou diferente das outras pessoas, e que todos têm seus problemas.
Quantas pessoas eu conheço que conduzem a vida com alegria, a despeito dos problemas graves que têm que enfrentar.
Eu acredito hoje, que tenho que ser feliz com aquilo que a vida me agraciou.
Tenho que caminhar de cabeça erguida, a despeito da estrada esburacada que é o meu caminho.
A felicidade não é de maneira alguma, ausência de problemas.
A felicidade está na maneira serena e positiva de levar a vida.
Transformar os problemas é uma questão crucial.
Toda vez que estiver lidando com problemas, se pergunte:
-Qual o significado disso?
-Qual a lição que está embutida nesse problema?
Assim posso transformar o medo em entendimento, e as pedras em degraus para o meu crescimento.
A aceitação deve ser trabalhada em toda a nossa jornada.
A falta de aceitação, e a vida não sai exatamente como desejamos, processa uma transformação ao contrário.
As coisas mais simples acabam se transformando em problemas na nossa mente perturbada.
Temos que amenizar o nosso perfeccionismo, a nossa prepotência e arrogância perante a vida.
Devemos ainda desenvolver os antídotos da infelicidade, a paciência, a aceitação e a compaixão.
Beco




Maravilha!
Quanto analisei esta postagem com anterior ( sobre nossas amizades),
vi o quanto sou feliz, a despeito dos problemas.
Nasci em Brasília e a maioria dos meus amigos são de infância ou de 25
anos de trabalho como educadora. É um espetáculo encontrar a felicidade
em nossas relações.
É isto.
Obrigada pela contribuição.
Fique bem.