Quando a sua mente está à deriva, muito provavelmente está navegando por pensamentos negativos.
E isso te afasta da felicidade.
Pesquisadores de Harvard analisaram 250.000 respostas obtidas por meio do iPhone sobre a satisfação das pessoas versus o que estavam fazendo. Os resultados tiveram ampla divulgação, por exemplo a matéria publicada no New York Times.
As pessoas que estão no trajeto rumo ao trabalho, normalmente estão com a mente em qualquer outro lugar.
A satisfação tem mais relação com a localização da mente do que com a localização da pessoa.
Isso quer dizer que quando estamos fazendo alguma coisa agradável, prazerosa, devemos fazer com total compenetração, do contrário, a mente sairá á deriva.
O estudo descobriu que as pessoas pensam em coisas diferentes do que estão fazendo em metade das vezes.
A discussão sobre a causa e o efeito, se a mente à deriva causa a infelicidade ou a infelicidade leva a mente à deriva foi estudada pelos pesquisadores.
Concluíram eles que a mente é que é a condutora e não o contrário.
Muitos ditos populares antigos, presentes em diversas culturas e religiões apontam para a mesma constatação. No Brasil dizemos: mente vazia é a oficina do diabo – significa que deixar a mente à deriva é deixar que ela vague por maus pensamentos.
Mas nem tudo é contra indicado, como aponta o Prof. Jonathan Schooler da Universidade da Califórnia. No processo criativo, é totalmente produtivo deixar a mente vagar sem rumo, favorecendo o encontrão numa solução inovadora.
Mas de modo geral, é importante, como muitas vezes recomendado, estar no momento presente, viver intensamente aquilo que está fazendo no momento.
Mesmo quando experimentamos algo do que não gostamos, e isso é um problema, estar compenetrado na atividade pode nos mostrar pistas de como tornar isso agradável, e até alternativas para deixar de fazer essa atividade.
Quando deixamos a mente à deriva, simplesmente porque não gostamos do que fazemos, ficamos como Sísifo ( o mito grego), condenados a fazer e continuar fazendo indefinidamente.
Sugerem os pesquisadores que devemos permitir a mente à deriva apenas quando for deliberado, na busca de alguma solução criativa, ou relembrando coisas boas do passado.
O processo automático, que ocorre em 50% das vezes, da mente se afastando do momento presente não contribui para a felicidade.



