O amor tem várias fisionomias, e qualquer que seja a sua apresentação, acho que o amor é o máximo.
O amor conjugal, fraterno, materno, e principalmente aquele que podemos praticar todo momento.
O amor é sutil, é uma profunda satisfação quase sem explicação, e não vale à pena tentar explicar, pois a racionalidade não alcança essa sutileza.
O nosso dia-a-dia é uma correria, onde a expressão dos sentimentos é quase uma coleção de pequenos fragmentos.
Mas sei que experimentar alguns momentos de amor profundo te permite ir e vir na profundeza do seu eu – e como ir lá no fundo beber um pouco da energia para subir e seguir conduzindo a vida de forma mais leve e revigorada.
Diz Dr. Greg Baer, um médico que escreve sobre o tema amor, que o amor real, o amor genuíno, é aquele que quer a felicidade do outro sem esperar qualquer coisa em troca.
O amor é uma profunda expressão emocional, e o amor genuíno, é o amor incondicional, sem esperar nada em troca.
Diz Greg que é algo difícil de experimentar e se acostumar, pois fomos, desde os tempos de bebê, acostumados e educados ao amor condicional.
Aprendemos que quando não nos comportamos bem, temos uma expressão de desamor, portando o amor é condicional, e assim seguimos aprendendo a vida toda.
E sobre o amor incondicional, relembro um filme que retrata muito bem isso que fala Greg Baer.
O filme se chama no original 84 Charing Cross Road, e no Brasil, foi exibido com o nome – Nunca te vi, sempre te amei.
Para aquelas que me lêem de Portugal, é provável que o nome dado tenha sido diferente. Vocês podem nos dizer.
Alguns comentaristas de cinema dizem que nunca um nome inventado – nunca te vi, sempre te amei – retratou tão bem o que é o filme, o nome original é o endereço onde funcionava a livraria em Londres da época do pós-guerra.
O filme retrata o amor, o respeito e a admiração pelas pessoas, com a delicadeza e precisão como nunca vi na tela do cinema.
O amor, no filme, é algo totalmente desadjetivado, se é que posso usar esse termo – não é amor romântico, não é amor fraternal, não é amor paternal – é simplesmente amor profundo.
Na história, uma escritora americana se corresponde com um proprietário de uma livraria inglesa durante vinte anos. Embora as cartas sejam pessoais, o tema sempre envolve os demais empregados da livraria, e o assunto de interesse comum, os livros.
O cenário é a Europa do pós-guerra, e a carestia é retratada no cotidiano desses ingleses.
A escritora, Helena Hanff, adia a visita a Londres e à livraria por muitos anos, vinte anos de correspondência, e quando o faz, o seu correspondente já havia falecido e a livraria encerrada suas atividades, daí o nome dado ao filme no Brasil – Nunca te vi, sempre te amei.
Percebi, vendo este filme, que o amor pode ser incondicional, de uma forma singela e brilhante, e mais do que isso, pode envolver duas pessoas sem que qualquer envolvimento aconteça.
Quero dizer a todos que me acompanham no blog-Seja Feliz, que amo todos vocês de uma maneira especial.
Beco




Eu também amo você, meu amigo.
Obrigada pela contribuição.
Fique bem.