Criamos um mundo tão artificial, orientado por valores e metas tão mundanos, que tudo isso forma uma carapaça de mesquinharia que confunde totalmente a nossa bússola interna. Ao invés da bussola apontar para algum objetivo decente na nossa vida, ela acaba apontando para essa carapaça de superficialidade e de mesquinharia.
Metáfora tão bem ilustrada por Werner Heisenberg: “o homem encontra-se na posição do capitão cujo navio foi tão solidamente construído em ferro e aço que sua bússola não aponta para o norte, mas sim para a direção da massa de ferro do navio.”
Mantenha a sua bússola interna calibrada e aferida. Adote um procedimento de navegação na sua jornada pessoal e faça um exame periódico da sua bússola. Verifique se a sua bússola não está apontando para coisas que não irão te trazer felicidade. Verifique se o rumo que ela aponta é algo que está no seu objetivo permanente e não para a carga metálica que você está inutilmente carregando consigo.
Assim como o capitão do navio de Heisenberg que se dá conta do seu desvario e busca outras fontes mais seguras de orientação – sol -estrelas- você pode também buscar outras orientações mais seguras no passo em que conserta a sua bússola interna.
Beco



